10 de junho de 2012

Quem tem coração vai a Roma

Tuas palavras foram jogadas na vasta escuridão desprovida de emoção humana ou algo assim.
Minha mente oferece resistência contra algo que não tenha certas letras (as que completam teu nome). Esta me esmaga e me castra os desejos que um dia floresceram nos meus vasos sanguíneos de flores.
Quem sabe um dia, um terço de dia, um segundo talvez, eu fosse feliz? Ou um milésimo que fosse, eu me sentisse completa? Completa mesmo, completa do velho e tradicional amor, o tal que todos dizem e que eu ainda não conheço de perto. O tal que corações explodiram e implodiram por ele, para ele e com ele. Aquele amor de histórias que ouvimos de longe, que ouvimos baixinho, que só ouvimos na nossa própria voz. Que só ouvimos quando nos deitamos no leito incompreensível de almas desamorosas. Que ouvimos e que vibramos na esperança de um dia este nos contemplar, nos tocar a pele que apodrece em ilusão.
Ninguém nos avisou que não seria assim tão fácil.....Ninguém deixou um bilhete na geladeira alertando que o tal amor não viria e não tocaria a campainha num dia qualquer. Ninguém cochichou-nos que o tal amor não viria de trouxa para se estabelecer em nossos colos quentes e aconchegantes. Ninguém disse que esse tal amor....nunca existira.

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