29 de maio de 2012
Corpos esfarelados
A crise da massa autoritária estima que se faça aleatório o modo que a vida muda de uma estação a outra.
Conforme uma estação de rádio quando não estabilizada, o que se ouve são os restícios do Big-Bang, são chiados que ecoam na radiação cósmica cujo a origem é um mistério comum para as pobres mentes alimentadas pela supremacia.
Os olhares marcados por genética estelar abusam de seu instinto para aliciar-me à morte.
Satélite externo transita entre faces molhadas pelo produto do amor mais lençóis.
Sobre-amantes tendem a fugir de seus respectivos parceiros manchados e heterocrômicos, dotados de bens mortíferos.
A dormência que beira as marcas de nascença pélvicas soam como jovens almas fugindo de um destino irremissível.
Potente este magnetismo provido do oriente que abduz-me não apenas o natural elemento puro, mas a junção das faíscas cósmicas orgânicas que derivam numa exímia criatura.
Por dentro do ventre incorporado por tal esta criatura magistral, agora abrange a forma de camuflagem comum e nasce camuflada nesse planeta em plena hecatombe.
Caos esse que imergem as emoções bombeadas nas substâncias psicoativas em co-existência.
Selvagens tornam-se os oriundos membros da máquina persuadida pelos engenheiros da depravação.
Sensação de pesar e de leveza unida por extremos não nomeados por quem a desvanece em temores.
O solo colorido feito partículas de água refletindo a radiação solar resplandece na pele branca de quem por ali veicula numa tarde repleta de cores.
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