escrevo pra libertar
a fera selvagem que em mim habita
escrevo não pra ser bonito
o próprio choro não é bonito
o choro da alma
é a arte
um milhão de pensamentos atravessados
como se apostassem corrida
com os sentimentos
se atropelam
se batem
se rasgam
mal sabem eles
que essa corrida
é impossível de vencer
passado
futuro
invenções da mente
conceitos ilusórios
correntes transitórias
meus dedos se movem como se
corressem atrás de uma sensação
e 1 milésimo de segundo
tento descrevê-la
mas quando escrevo
a sensação já morreu
o presente é aquele instante
de quando você lembra um sonho
e tenta pega-lo no ar
e quando percebe
a memória
já se esvaiu
o presente é a areia
q escorre entre os dedos
quando vc tenta
controlar
já se foi
entropia
lei
do
caos
a liberdade
é utopia
e quando tento decifrá-la
seu conceito já
se derreteu
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