flutuo em águas superficiais
banhadas por um elemento
irreal
mas na profundeza
jaz a real tristeza
nem chorar pela perda de mim
consigo
impossível viver comigo
pior sem
a torre despenca com todos emcima
corpos voam pelos ares
e nessa fração de segundo
tento entender
como cheguei
aqui
me acostumei com a dor
me acostumei com a falta
me acostumei
a não me ter
me acostumei
com o acostumar
agora que me sinto viva
pela primeira vez
preciso me matar
de novo
pra poder
viver
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