16 de fevereiro de 2016

dieu



não ha mais a escuridão eterna ao cerrar os olhos cansados
agora contemplo um vermelho vivo, intenso
a radiação penetra a pele como se avisasse a chegada dele
o céu não mais chora em uma marcha fúnebre e estática
o céu agora sorri azulado, exalando seu brilho
abrigando seres alados, que voam felizes, finalmente
as árvores mudas gritam em sintonia - oh transformação divina!
oh brinco celeste! que nos dá a honra de estar mais uma vez entre nós! - que venhas e fique, eterno!
não mais abandone seus filhos, pobres almas mortais
estes que já haviam morrido por dentro depois de nadar em tanta água, cinza, nervosa, caótica
beije nossa pele, potencialize nossas vidas mundanas, desperte a essência intrínseca dos homens efêmeros!

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