13 de dezembro de 2015

supernova

enquanto a neblina gélida cobrir sua pele nua
seus seios livres de armadura
sua boca livre de amargura
eu viverei

enquanto o manto puro infindável
percorrer suas vias orais
enquanto gritas..meu nome...abafado...
eu viverei

enquanto a lua arder de tanto brilhar
e tanto refletir no teu olhar
as estrelas por ti rastejar...
eu viverei...

oh criatura da morte!
de magnitude suprema de um universo inventado...calado..
enquanto a radiação cósmica irradiar suas moléculas
resultando em explosão
eu morrerei...latente...contente

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