11 de setembro de 2015

carta ao ego/a outra que aqui habita


teu silencio (nos) corrompe
enquanto tu fitas a paisagem bucólica que nasce e morre simultaneamente 
enquanto fitas um pássaro que voa
acima das águas do teu passado 
hostil
um pássaro que retorna aos seus entes
víl

tua boca cerrada de ódio (nos) destrói
enquanto te vejo (a mim) no reflexo que rebate
tua face áspera que afago (a mim)

es tao hostil 
para si (nós) 


com que/quem tanto relutas?

por que não choves tuas mágoas em teus nós amargos?
por que não libertas este rio ácido de palavras corrosivas?
mergulha, chora, chove, ri

por que ser tão hostil
com quem aceita teu coração vazio?

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