11 de outubro de 2014

limbo

lindo és
caio por ti
caio por terra
em um precipício
propício

o céu me beija a mão
nua de esperança
cega de ilusão
o óbito: paixão
e o coração, carvão

não mais habito em minha carne
pois é você quem reina
despenquei do abismo dos seus braços
pro espaço
em um estiraço

fracasso...

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