na lente quebrada
teu reflexo surge da escuridão
assustando-me por meio segundo
tuas mãos cheias de espinhos
contemplam meus ombros ingênuos
e fujo de ti
como uma presa foge do nocivo
clamo por novos ares, vibro!
e tu choras
choras porque me amas
e eu choro
choro porque não aprendi a te amar
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