2 de setembro de 2012

Paradoxo da falta e/ou excesso

De tanto que penso, não penso
Os pensamentos são como areia escapando através de meus dedos
Não consigo prendê-los, nem pregá-los
Pensamentos são como pregos que teimam em não penetrar a madeira
Porventura um martelo cerebral me seria útil
Seus átomos mesmo que imaginários evadem e seguem livres para outras dimensões
Observo sua fuga e não a aprecio
A quero para mim, a areia mais abundante que filhas do cosmos, presa por pregos nas madeiras do meu bosque mental
Pensamentos são como estrelas quando é dia
São ofuscadas pelos raios solares familiares
Elucidam-se quando escurece no hemisfério sul esquerdo*
Escrever é como tocar um instrumento desconhecido
As notas são tocadas, mas de modo desarmônico, falhado, não simétrico
Não há coerência, pensamentos entram em rebelião
Fugindo da cela e mergulhando em indignação





*Área do cérebro responsável pela escrita, linguagem, leitura, lógica, fonética. Lado racional do cérebro humano.

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